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O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é causado pelo mesmo vírus da catapora. Após desenvolver catapora, o que normalmente acontece na infância, o vírus permanece adormecido no sistema nervoso ao longo da medula espinhal do indivíduo. Quando há queda de imunidade, pode ocorrer a reativação do vírus e o desenvolvimento de herpes zóster. O principal sintoma em adultos é a dor intensa na extensão do nervo da medula espinhal até a pele, que pode permanecer mesmo após a cura das lesões da pele. É a chamada neuralgia pós-herpética. Na maioria das vezes, essa neuralgia se resolve nos primeiros 3 meses, mas em alguns casos pode persistir por anos. Veja a seguir alguns mitos sobre o Herpes-Zóster e visualize o folder explicativo clicando aqui.


MITO 1: O Zóster é uma doença simples que atinge apenas a pele

Errado. A dor é o principal e mais debilitante sintoma do zóster. A dor associada ao zóster pode perturbar o sono, o humor, o trabalho e as atividades cotidianas, impactando negativamente na qualidade de vida e podendo levar ao distanciamento social e à depressão. A dor é causada pela inflamação do nervo sensitivo e inerva as regiões da pele, nas quais poderão aparecer as erupções cutâneas. Além da dor debilitante, algumas pessoas podem apresentar febre, dor de cabeça e fadiga. O tratamento do zóster costuma ser complexo e inclui o uso de medicamentos antivirais, na tentativa de diminuir a duração, a gravidade e as complicações da inflecção, analgésicos para reduzir a dor e corticosteróides para combater o processo inflamatório.


MITO 2: O Zóster é curado em poucas semanas

Errado. As erupções cutâneas costumam secar em 7 a 10 dias, e cicatrizam completamente após 2-4 semanas, podendo resultar em alteração permanente da coloração da pele. e geral, o quadro completo de sintomas do zóster costuma durar cerca de 1 mês. Porém, a complicação mais comum do zóster é a neuralgia pós-herpética, dor que continua a ser sentida mesmo após a cura das lesões cutâneas. Em muitos casos, a dor geralmente desaparece em algumas semanas, ou meses, no entanto, algumas pessoas podem apresentar essa dor durante anos. Quanto mais idade a pessoa tiver, maior é a chance de apresentar dor mais persistente e mais intensa. Entre os adultos com 60 anos ou mais, cerca de 74% sentem dor por, mais de 30 dias e 12%, dor por mais de 90 dias.


MITO 3: O Zóster ocorre apenas uma vez durante a vida

Errado. Embora não seja comum, é possível ter o zóster mais de uma vez. A incidência anual de segundo ou um terceiro episódio do zóster não é bem conhecida, entretanto, a taxa de recorrência da infecção aumenta com o passar do tempo, chegando a 6% após 8 anos decorridos desde o primeiro episódio.


MITO 4: O Zóster é transmitido por animais

Errado. O zóster não é transmitido pelo contato com os animais. Popularmente conhecido como cobreiro, o zóster é causado pelo mesmo vírus que causa a catapora, doença bastante comum na infância. Mesmo depois da cura da catapora, o vírus varicela-zóster permanece adormecido no sistema nervoso, ao longo da medula espinhal da pessoa. Com o tempo, geralmente anos, a reativação do vírus pode ocorrer e, então, a pessoa desenvolve o zóster. As causas da reativação do vírus não são totalmente conhecidas, mas o risco do zóster aumenta com o declínio da imunidade, que pode ser decorrente do envelhecimento (imunossenescência) ou condições médicas e medicamentos que debilitam o sistema imune. A partir dos 50 anos de idade, o risco de desenvolver o zóster aumenta drasticamente.


MITO 5: Posso contrair Zóster de uma pessoa infectada

Errado. O zóster não pode ser transmitido de uma pessoa para outra. Um indivíduo com o zóster pode transmitir o vírus varicela-zóster para pessoas que não tiveram catapora (varicela) ou que não foram vacinadas contra a catapora. Neste caso, se essas pessoas forem infectadas pelo vírus, elas desenvolverão catapora. Após essa infecção inicial, o vírus permanecerá adormecido no organismo. O zóster é o resultado da reativação do vírus, que pode ocorrer meses ou anos após a infecção inicial. Como o vírus é transmitido pelo contato direto com o líquido liberado pelas lesões ativas do zóster, recomenda-se evitar o contato direto com as pessoas suscetíveis, até as lesões secarem. O zóster é menos contagiosos do que a catapora e a chance de transmissão do vírus é menor se a lesão do zóster estiver coberta.


MITO 6: Se a gestante já teve Zóster, o bebê não precisa ser imunizado

Errado. A imunidade transferida para o feto pela mãe que já esteve varicela, assegura, na maioria das vezes, proteção até quatro a seis meses de vida estrauterina.


MITO 7: Crianças que tiveram catapora estão imunes a pneumonia

Errado. As principais complicações da catapora, nos casos graves ou tratadas inadequadamente, são a encefalite, a pneumonia e infecções na pele e ouvidos.

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