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A medula óssea é um tecido que ocupa o interior dos ossos. Popularmente conhecida como tutano, a medula óssea é o local onde são produzidos os leucócitos (glóbulos brancos, importantes para o sistema de defesa do organismo), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas.

O transplante de medula óssea é um tratamento utilizado para doenças que afetam as células do sangue, como é o caso da leucemia. O objetivo é que, ao utilizar células normais de uma medula óssea, a medula doente se reconstitua em uma medula saudável. No entanto, a chance de encontrar um doador compatível é de 1 em cada 100 mil. Em junho de 2018, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) contava com mais de 4 milhões de doadores voluntários cadastrados.

Tire suas dúvidas sobre o transplante e saiba como se tornar um doador:


A medula óssea NÃO é retirada do interior da coluna vertebral.

A medula óssea é diferente da medula espinhal. A medula óssea é um tecido localizado no interior dos ossos, enquanto a medula espinhal é formada de tecido nervoso e está dentro da coluna vertebral. A medula óssea é retirada do interior dos ossos da bacia.


Diversas doenças podem tornar necessário o transplante de medula óssea.

A maioria dos tipos de leucemia necessitam de transplante, mas esse não é o único caso. Há cerca de 80 doenças que afetam as células do sangue como linfomas, anemias adquiridas ou congênitas e doenças autoimunes que são tratadas com esse tipo de transplante.


A doação de medula óssea não causa danos à saúde do doador.

O volume retirado do doador é de, no máximo, 15%. Essa retirada não compromete a saúde de quem doa e em 15 dias a medula já está recuperada.


Um doador pode doar medula óssea mais de uma vez.

Quem já doou medula óssea pode sim doar novamente. A recomendação é que o intervalo seja de no mínimo seis meses.


A doação é um procedimento seguro para o doador.

Os riscos são poucos e estão relacionados aos procedimentos que requer anestesia. Antes da doação, o doador passa por um rigoroso exame clínico para confirmar o seu estado de saúde. A doação pode ser feita em centro cirúrgico, com anestesia, e leva cerca de duas horas. Por esse método, a medula óssea é retirada dos ossos da bacia por meio de punção. Outro procedimento é por meio de aférese, no qual o doador utiliza um medicamento para aumentar o número de células-tronco no sangue. A doação é feita por meio de uma máquina, que separa as células-tronco, sem necessidade de internação e anestesia. No entanto, a decisão sobre o método a ser utilizado é dos médicos.


Quem já é doador de sangue precisa se inscrever para ser doador de medula óssea.

Para se tornar doador de medula óssea é necessário ir a um hemocentro e manifestar a vontade de ser doador. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para a tipagem de HLA (exame de histocompatibilidade que identifica as características genéticas de cada indivíduo). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.


 Nem todas as pessoas podem ser doadoras de medula óssea.

Algumas doenças impedem a doação de medula óssea, como HIV, Hepatite B e C, algumas doenças autoimunes, histórico de lesões pré-cancerosas, câncer de pele localizado, melanoma, câncer cervical, câncer de mama e câncer de bexiga. A lista completa de doenças pode ser encontrada no site do Redome.


 

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