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No Brasil, o suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Ter empatia, estar aberto ao diálogo, observar comportamentos fora do comum e oferecer apoio são maneiras de ajudar os jovens que podem estar dentro do grupo de risco. Diversos fatores podem estar relacionados ao suicídio, entre eles socioculturais, genéticos, filosóficos existenciais e ambientais. A existência de transtorno mental é um importante fator de risco, assim como a tentativa anterior de suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida. As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes, indígenas, LGBTI e pessoas privadas de liberdade. Muitos suicídios são precedidos de sinais de alerta, seja verbal ou comportamental, e podem indicar que tais pessoas vivenciavam situação como ansiedade, depressão e desesperança.


Dentre outros fatores de risco, estão:
  • Transtornos de humor como a depressão
  • Transtornos mentais e de comportamento por uso de substâncias psicoativas
  • Transtornos de personalidade
  • Esquizofrenia
  • Transtornos de ansiedade
  • Transtornos associados (depressão e alcoolismo, por exemplo)
  • Irritabilidade, agressividade ou impulsividade
  • Comportamento antissocial
  • Pouca capacidade para resolução de problemas
  • Fantasias de grandeza, alternadas com sentimentos de inutilidade
  • Senso de desapontamento
  • Sentimentos de inferioridade e incerteza que podem ser mascarados por manifestações de superioridade, rejeição ou comportamento provocativo em relação a colegas e adultos
  • Incerteza quanto à identidade de gênero ou orientação sexual
  • Instabilidade familiar
  • Eventos negativos e traumáticos na infância


Ao contrário do que muitos ainda imaginam, conversar abertamente sobre o assunto não influencia o ato, mas sim, ajuda a dar suporte, atenção e orientação adequada. O diálogo pode ajudar a expor sentimentos, muitas vezes angustiantes, e incentivar o jovem a buscar apoio profissional.

Assistência

O acompanhamento de profissionais de saúde é importante para os jovens que estão dentro do grupo de risco. Ainda assim, os familiares devem ficar atentos ao observar alguns comportamentos.

  • Diminuição do esforço para as atividades escolares, declínio geral das notas ou falta de interesse pelas atividades diárias
  • As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, seja verbalmente, em desenhos ou pela escrita
  • Podem confessar sentimentos de desesperança, culpa, falta de autoestima e visão negativa de sua vida e futuro
  • Não ignorar o aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas
  • Atenção a comentários como “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz”, “eu queria poder dormir e nunca mais acordar”, “é inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar”.
  • As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atender telefonemas, deixar de interagir nas redes sociais, ficam em casa ou fechadas no quarto

Fatores de proteção
  • Bom relacionamento familiar
  • Apoio da família
  • Boas habilidades sociais
  • Autoconfiança nas realizações e situações
  • Procurar ajuda diante de dificuldades
  • Procurar aconselhamento diante de escolhas importantes
  • Estar aberto às experiências e soluções de outras pessoas
  • Integração social (participação em esportes, associações religiosas, clubes e outros)
  • Bom relacionamento com colegas de escola
  • Bom relacionamento com professores e outros adultos

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